Não inicie frase com pronome oblíquo

Não inicie frase com pronome oblíquoNos diálogos do dia a dia, frequente e naturalmente iniciamos frases com pronome oblíquo. Para quem não se recorda, pronome oblíquo substitui o pronome reto quando este último é usado como objeto direto ou objeto indireto. Exemplos de pronomes oblíquos: o, as, lhe, nos, mete. Seguem algumas expressões comuns na fala cotidiana:

Me ligue!

Te amo!

Me passe o livro?

Na língua falada, também denominada oralidade, essas construções frasais são admissíveis. O uso sem preocupações com as regras rígidas da gramática normativa é uma característica da língua coloquial.

O caso muda de aspecto quando o contexto exige que se faça o emprego da norma culta. Este modelo de língua segue rigidamente as regras gramaticais e, segundo estas, não se inicia frase com pronome oblíquo.

Para que esse caso de colocação pronominal esteja de acordo com o que preceitua a gramática tradicional, deve-se colocar o pronome depois do verbo. A essa possibilidade de colocação pronominal damos o nome de ênclise.

Seguem as frases “corrigidas”:

Ligue-me!

Amo-te!

Passa-me o livro?

Importante

A ênclise às vezes pode causar uma formalidade extrema e um ar de artificialidade ao discurso. Uma alternativa intermediária seria o uso de pronomes retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) no início das frases, justificando a próclise (fenômeno de colocação em que o pronome vem antes do verbo). Exemplo:

Eu te amo!

Aulas de redação

Possui dificuldades para redigir? Resolva esse problema com aulas virtuais de redação. Elas são dinâmicas e práticas. Até os mais atarefados conseguem participar. Para saber mais, clique aqui ou envie e-mail para ingrididicas@gmail.com.

Por este e-mail, você também contrata serviços de elaboração, revisão, formatação e correção de textos.

Obrigada pela visita e até a próxima!

+ dicas